Na Marketcraft, construímos nossa trajetória atuando diretamente na expansão de marcas e negócios no varejo. Recentemente, participamos da ABF Franchising Expo — uma das principais vitrines do franchising nacional — e voltamos com reflexões importantes sobre os rumos do mercado.
A feira apresentou uma grande diversidade de marcas e soluções, com destaque para inovações em automação, autosserviço e meios de pagamento. No entanto, ao mergulharmos na realidade do setor de vestuário e calçados, especialmente sob a ótica da viabilidade de franquias, encontramos um cenário bastante padronizado:
- Faturamento médio mensal: R$ 150 mil a R$ 200 mil
- Investimento inicial: cerca de R$ 400 mil
- Área da loja: 40 a 50m²
- Margem líquida estimada: entre 10% e 12%
- Retorno (payback): 24 meses
Esses números nos levam a uma pergunta inevitável: vale o investimento?
Com a Selic próxima de 15%, é natural que investidores mais conservadores questionem a atratividade de modelos que demandam capital, energia, estrutura e um alto nível de execução para entregar margens apertadas.
➡️ Para quem está começando, o risco pode não justificar o retorno.
➡️ Já para operadores experientes, com processos maduros, estrutura compartilhada e escala para diluir custos fixos, o modelo pode sim ser promissor. Margens de 12% podem se transformar em algo muito maior.
Do ponto de vista da marca, a expansão franqueada oferece vantagens inegáveis:
- Expansão acelerada com menor aporte de capital direto
- Distribuição estratégica e padronizada
- Curadoria de sortimento com melhor margem e preço médio
- Maior capilaridade e proximidade com o consumidor final
- Saliência da marca em praças prioritárias, reforçando o brand equity
Ainda assim, se o modelo é tão atrativo para as marcas, por que tantos operadores ainda hesitam?
Pode ser que falte um elemento essencial: um modelo verdadeiramente ganha-ganha. Talvez seja o momento de refletir sobre a criação de mecanismos de incentivo para os primeiros anos de operação — normalmente os mais desafiadores. Um suporte inicial bem estruturado pode reduzir a curva de maturação e acelerar resultados, com retorno para ambos os lados no médio prazo.
Além disso, é fundamental entender que expansão não deve ser pensada de forma isolada por canal. Ela precisa estar integrada a um estudo de potencial de mercado e ao ecossistema completo de distribuição da marca. O consumidor é um só — o que muda é a forma como ele interage com cada canal.
Por isso, é essencial que os canais estejam bem articulados dentro de uma estratégia omnicanal:
Digital • Multimarcas • Lojas Próprias • Franquias • Outlets
Cada canal tem seu papel. Juntos, constroem uma arquitetura de marca robusta, escalável e sustentável.
Se sua marca está avaliando os próximos passos de crescimento — ou se você busca estruturar um modelo de negócio replicável e rentável — fale com a gente.
Na Marketcraft, somos especialistas em conectar estratégia, operação e execução com foco em crescimento.
Vamos juntos desenhar o próximo capítulo da sua marca.